terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Complexidade Humana


“O ser humano é ao mesmo tempo singular e múltiplo. Dissemos que todo o ser humano, tal como o ponto de um holograma, traz em si o cosmo. Devemos ver também que todo ser, mesmo aquele fechado na mais banal das vidas, constitui ele próprio um cosmo. Traz em si multiplicidades interiores, personalidades virtuais, uma infinidade de personagens quiméricos, uma poliexistência no real e no imaginário, no sono e na vigília, na obediência e na transgressão, no ostensivo e no secreto, balbucios embrionários em suas cavidades e profundezas insondáveis. Cada qual contém em si galáxias de sonhos e de fantasmas, impulsos de desejos e amores insatisfeitos, abismos de desgraças, imensidões de indiferenças gélidas, queimações de astros em fogo, acessos de ódio, desregramentos, lampejos de lucidez, tormentas dementes (...)”

Edgar Morin

Dedicado à minha querida amiga e irmã de core, Mila.

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Festejando o mês do dia dos meus anos =)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Só faltava essa

Essa notícia já está fria... Mas, não poderia deixar de comentar... Os japoneses não tem nada melhor para inventar não? Ah, faça-me o favor...

Sutiã para homens vira sucesso no Japão (Site G1)
Quem disse que sutiãs são apenas para mulheres? No Japão, um dos produtos mais vendidos em uma loja on-line de lingeries é o sutiã para homens.

A Wishroom foi inaugurada há duas semanas no "shopping virtual" Rakuten, e já vendeu mais de 300 sutiãs masculinos, ao preço de US$ 30 cada (2.800 yens).

A loja também vende calcinhas para homens, além das lingeries tradicionais para mulheres.

"Eu gosto dessa sensação", diz Masayuki Tsuchiya, representante da loja, enquanto exibe o sutiã masculino, que pode ser vestido discretamente sob a roupa.

Akiko Okunomiya, diretora-executiva da Wishroom, diz que está surpresa com a intensa procura pelo sutiã masculino.

"Cada vez mais homens estão se interessando pelo sutiã. Desde que lançamos o produto, recebemos mensagens dos clientes dizendo que esperavam por isso há muito tempo", diz ela.

O sutiã está disponível nas cores preta, rosa e branco, mas não é de fácil aceitação para todos os homens. A lingerie provocou fortes discussões na rede social Mixi, a principal do Japão. Cerca de oito mil usuários discutiam os méritos de os homens usarem uma peça íntima que "pertence" a mulheres.


Todos ao Teatro


Para quem gosta de teatro, aí vai uma dica: até 21 de dezembro, as peças, no Rio de Janeiro, estão com um super desconto. Trata-se do TEATRO PARA TODOS, iniciativa da Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro.


A idéia da campanha, que está em sua sexta edição, é revitalizar, aproximar e renovar o público teatral, além de contribuir na formação de novas platéias. São mais de 40 peças e 60 mil ingressos vendidos ao preço de R$ 5 a R$ 25. Lembrando que há peças cuja entrada custa uns R$ 70... Não vale a pena perder essa!


Site da campanha com roteiro de peças, preços e informações gerais: http://www.teatroparatodos.com.br/

Na cama, entre lençóis


Poucos falam sobre isso, na verdade, ainda não li uma matéria ou crítica que tocasse no assunto, mas o filme “Entre lençóis”, tão alardeado pela nudez dos atores e não por sua qualidade conceitual em muito se parece com o excelente filme chileno dirigido por Matias Bize, “Na Cama”, de 2005. Sempre que leio matérias sobre o assunto sinto uma certa inquietação. Afinal, embora seja vendido como original, não é. E muitos, nem desconfiam...


“Na Cama” - o chileno - recebeu cinco premiações em festivais internacionais e indicação ao Goya de Melhor Filme Estrangeiro de Língua Espanhola. É um filme envolvente, que apesar de ter cenas de nudez não se prende a isso. Fala sobre a opção de viver uma aventura finita: dois jovens se conhecem e resolvem passar a noite juntos numa cama de motel. Os corpos nus estão ali, mas são apenas acessórios, fazendo parte de um cenário. Diante de tudo o que é discutido, a pele ganha contorno diferente, transmuta-se numa simples “roupagem” dos personagens.


Essa transformação se deve ao fato de não haver vulgaridade, pois não se eleva o erotismo à personagem principal. As cenas que se seguem são absoltamente naturais. A força dramática da estória e intensidade das falas, faz-nos concentrar no enredo. Os diálogos nos prendem nos 85 minutos de exibição.


Há apenas um cenário e dois personagens: o quarto e o casal, mas viajamos por diversas estórias e situações, fazendo com que o que poderia ser monótono se torne uma reflexão sobre as fases do envolvimento, seja fugaz ou duradouro: o encontro, a paixão/amor, os problemas, a superação e o possível final feliz ou não. As angústias, sonhos e medos vão sendo expostos a cada tomada.


Interessante é observar que até a forma como o longa foi filmado nos diz alguma coisa. Cada detalhe faz a diferença: os cortes rápidos e a inquietude da câmera mostram o interior dos personagens, assim como a relação que está nascendo entre os dois, tão intensa, rápida e ao mesmo tempo tão instável e frágil com o fim já determinado. Isso faz de Bize um ótimo diretor. Conquistar o espectador não é tarefa fácil, mas nos mantemos sempre curiosos, esperando cada ação. Queremos descobrir quem são Bruno e Daniela, que apesar de despidos, não se deixam descobrir a alma. É de uma sensibilidade ímpar e originalidade sem igual.


FICHA TÉCNICA


NA CAMA (En La Cama)

Roteiro: Julio Rojas

Gênero: Drama

Origem: Alemanha/Chile

Duração: 85 minutos

Ano: 2005


Bruno (Gonzalo Valenzuela) e Daniela (Blanca Lewin) se conheceram poucas horas antes, em uma festa, e agora estão numa cama de motel. Eles fazem amor, contam suas vidas e dividem sonhos, verdades, mentiras, anseios e medos. Ao fim da noite a intimidade entre eles é tão forte quanto passageira, já que terminará ao amanhecer.


ENTRE LENÇÓIS

Gênero: Drama

Ano de Lançamento (Brasil): 2008

Direção: Gustavo Nieto Roa

Roteiro: Renê Belmonte


Paula (Paola Oliveira) e Roberto (Reynaldo Giannechini) se conhecem em uma boate. Sem trocar muitas palavras, eles logo vão para um motel, onde passam a noite. Lá eles passam horas conversando sobre diversos temas, entre eles amor, morte, família e, obviamente, sexo.


Fonte da ficha técnica e fotos: adorocinema.com.br.

Montagem: Eu.

domingo, 23 de novembro de 2008

Atualização da lista de filmes. Show!


· As Brumas de Avalon****
· Gattaca****
· Sexo com amor***
· Antes só do que mal casado***
· Manual do amor****
· Awake***
· O método Gronholm ***
· Réquiem para um sonho ***
· Geração Prozac ***
· Stardust ****
· Irina Palm ***
· Scoop - o grande furo ****
· Homem de ferro ***
· Vermelho como o céu ****
· Na cama *****
· O despertar de uma paixão ***
· Medos privados em lugares públicos ****
· O labirinto de fauno ****
· O orfanato *****
· Adeus, Lênin! ***
· 4 meses, 3 semanas e 2 dias ***
· Ingma Bergman (Mônica e o Desejo; A Fonte da Donzela; Sétimo Selo; Persona e Cenas de um Casamento) *****
· O grande chefe ****
· Dogville *****
· Manderley *****
· Apocalypto ***
· A lenda de Beowulf ***
· Quebrando a banca ***
· O caçador de pipas ***
· Tropa de elite ***
· Invasão de privacidade ***
· Déjà vu ***
· Anatomia ***
· Fonte da vida ****
· O grande truque *****
· O ilusionista *****
· Os infiltrados *****
· Valente ***
· Invasões bárbaras ***
· Maria Antonieta ***
· Meu nome não é Johnny ***
· Ó pai Ó ***
· O passado ***
· Pecados íntimos ***
· Pequena Miss Sunshine ***
· Piaf - um hino de amor *****
· Vanilla Sky *****
· O ultimato Bourne ****
· Geração fast food ***
· Infância roubada ***
· A vida dos outros ****
· Time (Sigan) *****
· Em nome de Deus ****


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Entre as árvores


Eram seis da manhã. O dia mal havia começado e já pensava nas coisas que teria que fazer durante toda a terça-feira: banho, café-da-manhã, jornal, trabalho, reunião, almoço, trabalho, visita a clientes, compras, academia, casa, banho, jantar, revisão da tese de doutorado, ligação para mãe e também para a amiga Cláudia para saber como foi sua viagem... Era uma lista extensa de atividades. Malu tinha uma tendência a ser metódica assim como perfeccionista desde criança, seguindo este padrão um tanto “claustrofóbico” durante muitos anos. Seu consolo era que aquela rotina a mantinha no ritmo que desejava: "à mil". Era difícil encontrar alguém com tantas RPM, costumavam brincar suas amigas.

Após tomar café-da-manhã ao mesmo tempo em que lia o jornal, uma façanha que aprendera com os anos, arrumou-se e partiu. Sabia que teria um longo dia pela frente só não sabia se sua paciência seria tão longa também. Evitava dirigir justamente por saber que o trânsito a deixava extremamente impaciente. Preferia ir ao trabalho de metrô, mas como naquele dia teria que visitar clientes, não havia jeito... O carro teria que sair da garagem. Buzinas, motoristas apressados, pedestres desatentos... Ligou o som. Só a música a deixava mais calma.

Um acidente havia deixado o trânsito bem lento, por isso estava atrasada. Se não bastassem os minutos perdidos na auto-estrada Lagoa-Barra, constatou que o estacionamento em que geralmente deixava seu carro estava cheio. “Não era seu dia, definitivamente”, pensou. Encontrou uma vaga a três quadras dali. Teria que andar bastante para chegar ao seu destino. O celular tocou. Era Célia, secretária do seu chefe, perguntando se já estava a caminho, pois todos a estavam esperando. Mesmo com a agenda minuciosamente planejada, ela acabara esquecendo que, justamente naquele dia, teria que chegar mais cedo para uma reunião.

Começou a andar rapidamente, prestando atenção no calçamento para não tropeçar com seu sapato de salto nas pedras portuguesas e arrumando os cabelos que insistiam em sair do lugar, por obra do vento que batia insistentemente nos seus fios. Meio atordoada foi caminhando e, num breve momento, levantou o rosto. Nesse instante ela parou. Esqueceu todas as obrigações do dia... Estava surpresa com o cenário que estava a sua frente... Uma paisagem bucólica e belíssima. Nunca havia reparado no imenso esforço da natureza que resistia em meio ao concreto e aos tons cinza da cidade. Entre seus galhos, os raios de sol. Eram como luzeiros quebrando as barreiras da escuridão.

Além de tocar sua face, os raios de sol iluminaram seu dia e sua própria consciência. Viveu anos “correndo”. Assim como tantos outros, esqueceu-se de vivenciar a própria vida, tornando-se apenas uma coadjuvante dos eventos, enquanto se enganava com a falsa sensação de controle apenas por elaborar sua agenda. Quantos momentos foram perdidos nos seus 32 anos? Quantos desejos foram renegados? Quanta beleza deixou de ser apreciada?

A magnitude da natureza criada por Deus a fez parar e refletir. Não mais correria, mas caminharia. Deixaria, então de ser espectadora de si mesma e dos acontecimentos para aproveitar cada momento de sua vida, dando importância às coisas simples e que realmente a faziam feliz. E foi assim, daquele dia em diante.
Obs.: Pode parecer um tanto ingênuo o final da crônica, mas o objetivo é que seja, de fato, inspirador.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Peixe, arroz e algas

Minha história com a culinária japonesa é interessante: depois de muito relutar e fugir das fatias de peixe cru, acabei viciando nesse tipo de comida. O mais irônico é que não era fã de peixe, até que dei a segunda mordida num sushi (enroladinho com alga e arroz). Segunda, porque da primeira vez achei que se tratava de uma comida com consistência estranha, algo bem diferente para o paladar brasileiro e para o meu próprio. Comecei com um sushi, parti para o sashimi (fatias de peixe cru) e depois me entreguei ao Uramaki Califórnia (arroz envolvendo um recheio de alga, manga, pepino e kani)... Conclusão? Me rendi aos encantos do pescado "in natura" e cheguei ao ponto de saborear essas iguarias quase sempre, após um dia estafante de trabalho (por isso meu colesterol bom deu um boom! :D ).

Uma coisa que agrada às mulheres, suponho, é o fato de ser uma comida saudável; é leve e constitui uma perfeita combinação entre proteínas e carboidratos, um dos possíveis motivos relacionados à longevidade do povo japonês. Nunca saí de um restaurante de comida japonesa com a consciência pesada devido às calorias ingeridas. É claro que elas existem... Até um alface tem! Mas não costumo comer frituras como o tempura (legumes ou camarões fritos com massinha) e controlo a quantidade de sushis com cream cheese que saboreio.

Na cidade onde morava, havia várias opções. Ótimos restaurantes e a um preço convidativo se compararmos com o que se cobra no Rio. Aqui, para se comer um delicioso peixe cru, você tem que desembolsar uma graninha (não sai por menos de 48 reais por pessoa...) e geralmente os melhores restaurantes oferecem rodízio ou funcionam no sistema all-can-you-eat (buffet). Passei algum tempo numa crise de abstinência semi-total, pois beliscava um sashimi aqui, outro ali, nos restaurantes de comida à quilo, até que descobrimos, por intermédio de uma amiga, um restaurante "manêro" (parafraseando os cariocas) o que me deixou feliz da vida. Foi um verdadeiro achado! Já fui a outros, mas esse, sem dúvida, ganha sempre no quesito "custo-benefício".

Bem, para algum navegador da web que tenha aportado por aqui, que também adore comida japonesa e que more no Rio, dou uma dica: restaurante Nik Sushi, em Ipanema. Lugar muito simpático, ambiente agradável, comida de primeira e bom atendimento. Até o molho shoyo parece ter algo especial! Os pratos são deliciosos. Eles trabalham com rodízio, buffet e à la carte. Água na boca? Aff... O restaurante funciona há quatro anos, mas só o conheci em 2008. Dá para se perceber que tudo é feito com muito cuidado, desde a seleção dos produtos, até seu preparo e apresentação.

Sugiro que não deixem de provar o salmão Ipanema (com molho teryiaki e farinha de amendoim) e o tartare de atum temperado, além dos tradicionais sushis, sashimis e temakis da casa. Vale lembrar que não sou assessora de imprensa do estabelecimento, muito menos uma expert em culinária, apesar de me arriscar no fogão ;) O post foi apenas uma dica para quem é viciado no trio peixe, arroz e algas como eu =)

Vá lá:
Nik Sushi: Rua Garcia D’Ávila, 83 - Ipanema

(Fotos: Site Nik Sushi. Montagem: Eu)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sobre o amor


Gibran é para mim um dos maiores escritores, um poeta sensível, alguém que conseguiu enxergar o mundo além dos tons de cinza, chegando às matizes mais vivas, alcançando a compreensão da alma humana e entendendo o que existe por trás das máscaras que muitos insistem em usar. Como romântica que sou, escolhi um texto de "O Profeta" em que ele aborda o Amor, para que conheçam um pouco do seu trabalho. Lindas palavras!

O Amor


E alguém disse: fala-nos do Amor.

Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.

E quando vos falar, acreditai nele; apesar de a sua voz poder quebrar os vossos sonhos como o vento norte ao sacudir os jardins. Porque assim como o vosso amor vos engrandece, também deve crucificar-vos. E assim como se eleva à vossa altura e acaricia os ramos mais frágeis que tremem ao sol, também penetrará até às raízes sacudindo o seu apego à terra.

Como braçadas de trigo vos leva. Malha-vos até ficardes nus. Passa-vos pelo crivo para vos livrar do joio. Mói-vos até à brancura. Amassa-vos até ficardes maleáveis. Então entrega-vos ao seu fogo para poderdes ser o pão sagrado no festim de Deus. Tudo isto vos fará o amor para poderdes conhecer os segredos do vosso coração e por este conhecimento vos tornardes o coração da Vida.

Mas, se no vosso medo buscais apenas a paz do amor, o prazer do amor, então mais vale cobrir a nudez e sair do campo do amor a caminho do mundo sem estações onde podereis rir, mas nunca todos os vossos risos, e chorar, mas nunca todas as vossas lágrimas. O amor só dá de si mesmo e só recebe de si mesmo. O amor não possui nem quer ser possuído. Porque o amor basta ao amor. E não penseis que podeis guiar o curso do amor; porque o amor, se vos escolher, marcará ele o vosso curso.

O amor não tem outro desejo senão consumar-se. Mas se amarem e tiverem desejos, deverão ser estes: fundir-se e ser um regato corrente a cantar a sua melodia à noite. Conhecer a dor da excessiva ternura. Ser ferido pela própria inteligência do amor e sangrar de bom grado e alegremente. Acordar de manhã com o coração cheio e agradecer outro dia de amor. Descansar ao meio dia e meditar no êxtase do amor. Voltar à casa ao crepúsculo e adormecer tendo no coração uma prece pelo bem amado e, na boca, um canto de louvor.

Khalil Gibran

domingo, 7 de setembro de 2008

Nordeste no Rio

Há poucos dias fui conhecer a Feira de São Cristovão, aqui, no Rio de Janeiro. De fato é um pedacinho carioca que lembra muito a terrinha. Logo que entrei, reconheci alguns elementos característicos: a música, o artesanato e as comidas típicas. Parecia que estava no interior! =)Engraçado que a cultura nordestina, com exceção da cultura da Bahia que é um pouco diferente das demais, é algo quase único e que une os povos da região.

Como foi bom comer carne de sol mais uma vez! E comer também macaxeira, apesar de só me venderem com o nome de Aipim... Mas, curiosa mesmo, estava para beber um refrigerante típico do Maranhão e que, surpreendentemente, vende naquele estado até mais que Coca-Cola! A Coca-Cola, aliás, comprou até a marca... Trata-se do famoso Guaraná Jesus!

De tanto falarem, deu vontade mesmo de beber... A cor rosa, característica da bebida, deve chamar a atenção das crianças. Dizem as lendas que as mães acreditam que o refrigerante é rico em nutrientes e dão para seus filhos pequenos... Folclore ou não, o fato é que o Guaraná Jesus é sucesso absoluto na terra do reggae. Eu, particularmente, não gostei... Parece refrigerante de chiclete =) Mas, gosto não se discute, não é mesmo?

A FEIRA
Um pedaço do Nordeste no Rio de Janeiro. Assim pode ser definido o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, onde funciona a tradicional Feira de São Cristóvão. São cerca de 700 barracas fixas que oferecem as várias modalidades da cultura nordestina: culinária típica, artesanato, trios e bandas de forró, dança, cantores e poetas populares, repente e literatura de cordel. Visitar a Feira de São Cristóvão é um programa que atrai cerca de 450 mil visitantes por mês, entre turistas e cariocas. A Feira funciona desde 2003 dentro do Pavilhão de São Cristóvão, marco da arquitetura moderna brasileira, reformado pela Prefeitura com o objetivo de preservar esse espaço tradicional da cultura nordestina na cidade. (Fonte: Riotur)